domingo, 1 de junho de 2014

O método de Instrução Personalizada na UnB




O texto tratava sobre uma aplicação de um modelo de estudos diferente do modelo normal, que é o método de Instrução personalizada, que é mais focada na Educação humanista, respeitando as características individuais de cada aluno.
Modelo esse que exigia uma maior interação entre os alunos, e de certo modo um melhor controle da matéria como um todo, mas diferente do ensino tradicional ele não permite nenhuma improvisação, tudo tem que ser seguido perfeitamente para que ele funcionasse perfeitamente.

Esse modelo de estudos, consistia em Dividir melhor as turmas, colocando-as sob a supervisão de um professor, mas realizando uma subdivisão das tarefas (com a alocação de monitores e instrutores).
Com isso deixando o ensino bem mais pessoal, pois nesse caso fica bem mais fácil a interação dos alunos com os seus monitores e instrutores, em vez de sempre ter que recorrer diretamente ao professor (o qual muitas vezes acaba por não conseguir dar a devida atenção para o aluno; além disso, é colocado de lado o quesito reprovação nas matérias, o aluno que não tiver conseguido a nota suficiente para ser aprovado no semestre, pode em vez de simplesmente reprovar, ser considerado como um aluno inapto, e com isso prosseguir na matéria de onde ele parou no próximo semestre.

O texto fala do teste que foi feito em algumas matérias das Exatas da Universidade de Brasília, no ano de 1970. Foram separadas várias turmas (3 disciplinas de física, 3 de matemática e 3 de física no ensino médio).

O método foi o mesmo para todas as disciplinas do ensino superior:

 - Material de estudo elaborado de forma clara e objetiva, e transmissão de conteúdo por vários meios disponíveis.
- Esse mesmo material de estudo, era separado em unidades de estudo, sendo que cada unidade dessa não deverá ultrapassar uma semana de estudos do aluno.
- Para cada unidade de estudo, o aluno deverá realizar uma bateria de testes, testes esses que devem ser feitos entre 30-60 minutos. (Teste o qual o aluno precisa responder corretamente TODAS as questões, e que mesmo que o aluno não consiga ter bom aproveitamento no teste, ele poderá pedir para fazer novamente o teste quantas vezes forem necessárias para a sua aprovação).
- No final do teste o aluno ainda poderá discutir e debater o resultado com o seu monitor, e caso o aluno não tenha conseguido acertar completamente o teste, ainda será dada uma chance dele responder essa questão na mesma hora, sem prejudicar o seu teste e sem a necessidade de realizar um teste extra.
- O módulo de cada classe é de 150 alunos, para cada classe devem ser associados 2 instrutores e 15 monitores; sendo os instrutores pessoas recém-formadas que normalmente estão fazendo pós graduação no departamento; e os monitores são alunos que fizeram o mesmo curso recentemente e, durante um mês, são treinados pelo professor.
- E para cada professor, poderá ser coordenada no máximo de 3 classes de uma disciplina (com no máximo 450 alunos).

Já no Ensino Médio, o professor dispensa os instrutores e monitores, pois as classes são bem menores, mas deverão ser inclusas no conteúdo as unidades de revisão (onde os alunos mais adiantados ensinarão os alunos mais atrasados)

A menção das unidades será dada dentro do seguinte critério:

Aprovado em todas as unidades – SS
Aprovado entre 14 e 17 unidades – MS
Aprovado em 13 unidades – MM
Aprovado entre 9 e 12 unidades – MI
Aprovado entre 6 e 8 unidades – II
Aprovado até 5 unidades – SR

Sendo que as menções de unidade terão um peso de 70% e o exame final 30% (exame final que não é obrigatório em todas as turmas).

Durante o uso desse método, foi percebida uma queda no número de reprovações, sendo que grande parte das reprovações e desistências vinham dos repetentes.
Por mais que esse experimento seja antigo, os problemas demonstrados por ele são extremamente atuais, as soluções que foram testadas serviriam muito bem nos dias atuais. Onde tudo é mais rápido e muitas vezes independente. E mesmo com todas as atualizações e tecnologias presentes, o método de ensino continua o mesmo de vários séculos atrás, não se adequando as novas possibilidades Tecnológicas, e muitas vezes forçando o aprendizado de um conhecimento apenas para uma possível aprovação e deixando de lado todo o possível uso que esse conteúdo poderia vir a ter se melhor aprendido e utilizado.

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