O texto tratava sobre uma
aplicação de um modelo de estudos diferente do modelo normal, que é o método de
Instrução personalizada, que é mais focada na Educação humanista, respeitando
as características individuais de cada aluno.
Modelo esse que exigia uma maior
interação entre os alunos, e de certo modo um melhor controle da matéria como
um todo, mas diferente do ensino tradicional ele não permite nenhuma improvisação,
tudo tem que ser seguido perfeitamente para que ele funcionasse perfeitamente.
Esse modelo de estudos, consistia
em Dividir melhor as turmas, colocando-as sob a supervisão de um professor, mas
realizando uma subdivisão das tarefas (com a alocação de monitores e instrutores).
Com isso deixando o ensino bem
mais pessoal, pois nesse caso fica bem mais fácil a interação dos alunos com os
seus monitores e instrutores, em vez de sempre ter que recorrer diretamente ao
professor (o qual muitas vezes acaba por não conseguir dar a devida atenção
para o aluno; além disso, é colocado de lado o quesito reprovação nas matérias,
o aluno que não tiver conseguido a nota suficiente para ser aprovado no semestre,
pode em vez de simplesmente reprovar, ser considerado como um aluno inapto, e
com isso prosseguir na matéria de onde ele parou no próximo semestre.
O texto fala do teste que foi
feito em algumas matérias das Exatas da Universidade de Brasília, no ano de
1970. Foram separadas várias turmas (3 disciplinas de física, 3 de matemática e
3 de física no ensino médio).
O método foi o mesmo para todas
as disciplinas do ensino superior:
- Material de estudo elaborado de forma clara e objetiva, e transmissão de conteúdo por vários meios disponíveis.
- Esse mesmo material de estudo, era separado em unidades de estudo, sendo que cada unidade dessa não deverá ultrapassar uma semana de estudos do aluno.
- Para cada unidade de estudo, o aluno deverá realizar uma bateria de testes, testes esses que devem ser feitos entre 30-60 minutos. (Teste o qual o aluno precisa responder corretamente TODAS as questões, e que mesmo que o aluno não consiga ter bom aproveitamento no teste, ele poderá pedir para fazer novamente o teste quantas vezes forem necessárias para a sua aprovação).
- No final do teste o aluno ainda poderá discutir e debater o resultado com o seu monitor, e caso o aluno não tenha conseguido acertar completamente o teste, ainda será dada uma chance dele responder essa questão na mesma hora, sem prejudicar o seu teste e sem a necessidade de realizar um teste extra.
- O módulo de cada classe é de 150 alunos, para cada classe devem ser associados 2 instrutores e 15 monitores; sendo os instrutores pessoas recém-formadas que normalmente estão fazendo pós graduação no departamento; e os monitores são alunos que fizeram o mesmo curso recentemente e, durante um mês, são treinados pelo professor.
- E para cada professor, poderá ser coordenada no máximo de 3 classes de uma disciplina (com no máximo 450 alunos).
Já no Ensino Médio, o professor
dispensa os instrutores e monitores, pois as classes são bem menores, mas
deverão ser inclusas no conteúdo as unidades de revisão (onde os alunos mais
adiantados ensinarão os alunos mais atrasados)
A menção
das unidades será dada dentro do seguinte critério:
Aprovado
em todas as unidades – SS
Aprovado
entre 14 e 17 unidades – MS
Aprovado
em 13 unidades – MM
Aprovado
entre 9 e 12 unidades – MI
Aprovado
entre 6 e 8 unidades – II
Aprovado até 5 unidades – SR
Sendo que as menções de unidade
terão um peso de 70% e o exame final 30% (exame final que não é obrigatório em
todas as turmas).
Durante o uso desse método, foi
percebida uma queda no número de reprovações, sendo que grande parte das
reprovações e desistências vinham dos repetentes.
Por mais que esse experimento
seja antigo, os problemas demonstrados por ele são extremamente atuais, as
soluções que foram testadas serviriam muito bem nos dias atuais. Onde tudo é
mais rápido e muitas vezes independente. E mesmo com todas as atualizações e
tecnologias presentes, o método de ensino continua o mesmo de vários séculos
atrás, não se adequando as novas possibilidades Tecnológicas, e muitas vezes
forçando o aprendizado de um conhecimento apenas para uma possível aprovação e
deixando de lado todo o possível uso que esse conteúdo poderia vir a ter se
melhor aprendido e utilizado.
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