domingo, 18 de maio de 2014

Adição, Antecipação e Tolerância a drogas




O texto fala sobre controle, abstinência e fissura entre usuários de Droga. Sejam drogas Licitas ou Ilícitas.

Grande parte dos viciados tratados, que apresentam sintomas de abstinência ocorrem quando são colocados em situações ou no mesmo ambiente onde lhe era comum o uso das substâncias.

O condicionamento Pavloviano, é aquele condicionamento que é feito com base a um estimulo condicionado. Onde é aplicado algo sensorial a uma situação, que em situações futuras, acabará sempre te lembrando dessa sensação toda vez que acontecer essa mesma situação.




Já no uso das Drogas, o condicionamento funciona do mesmo modo. Sendo que o Estimulo Condicionado, acaba por deixar a tolerância de uso ainda mais alta. 

O usuário muitas vezes realiza o consumo de certa droga em um ambiente, e a tolerância se mantém alta. Mas ao realizar o consumo em outro ambiente, ou até mesmo através de outra maneira, a tolerância é bem mais baixa.

Algo que ocorre também durante a abstinência de uso. Se aproximar de situações ou do ambiente onde se era costume o uso, acaba-se por aumentar a fissura, e pela necessidade do corpo do uso (ao se associar as lembranças que foram feitas durante o consumo da droga).

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Conheço várias pessoas que já tiveram problemas com drogas Licitas e Ilícitas, muitos deles conseguiram se tratar, e hoje vivem bem com isso. Outros, ainda acabam por se manterem presos ao vício.

Lembro-me de um caso, onde um conhecido começou a usar cocaína, e logo em seguida um amigo próximo dele também começou a utilizar a Droga. Inicialmente, o seu uso se dava por pura diversão, como um adendo ao consumo de álcool, e uma forma de: “beber por mais tempo sem se embriagar.
Mas com o uso constante da substância, essa necessidade acabou mudando e se ampliando de modo muito rápido. Após quase 2 anos de uso quase contínuo (normalmente ele sempre usava nos finais de semana), e após 2 inícios de overdose, ele acabou por parar de utilizar.

Lembro-me que ele falou que queria ter algo para lembrar, algo que fosse constante e que lembrasse ele do motivo o qual ele tinha resolvido parar, como se fosse um “totem” que o lembrasse da realidade. Ele acabou escolhendo fazer uma tatuagem, pois ali ficaria pra sempre marcada a lembrança de algo que ele não queria mais em sua vida. Além disso, ele mudou o seu ambiente de vida, deixou alguns amigos de lado e mudou várias outras coisas na sua vida.

Por outro lado, o seu amigo não conseguiu abandonar o vício. Ele tentou algumas vezes, mas ele não conseguia mudar o ambiente e nem o convívio, então era como se ele sempre estivesse colocado na mesma situação de uso.

Na última vez que falei com esse conhecido, ele já estava limpo pelo período de 4 anos, enquanto o seu amigo estava indo para a clínica de reabilitação pela 3ª vez, sem êxito algum.


Sobre Ser São em Lugares Insanos.




Esse é um texto bastante simples, que fala sobre uma experiência feita por David Rosenhan, no ano de 1970.
Rosenhan, resolveu realizar um teste para saber se os hospitais psiquiátricos realmente poderiam ter certeza na diferenciação entre quem é “são” e quem poderia ser “insano”.
Naquela época, ainda não se haviam muitas certezas sobre a avaliação e diferenciação entre os pacientes. Então Rosenhan chamou 08 amigos, para realizarem essa experiência, que consistia basicamente em ir até o Hospital e falar que estavam ouvindo uma voz dentro da sua cabeça que simplesmente falava “Tum”; e que essa voz os incomodavam o tempo todo; mas logo após serem internados, os mesmos deveriam informar que a voz já não os incomodava mais. Junto com isso, todos os outros detalhes das suas vidas pessoais, deviam ser informados de maneira verdadeira.
Após isso, e a primeira avaliação médica, todos os pacientes foram internados nas instituições, alguns ficaram internados por 7 dias e outros por até 52 dias, antes de serem liberados.
Essa experiência provou que o sistema de avaliação de pacientes era falho, e tinha bastante a ser consertado.

Alguns anos depois, a autora do Texto resolve reproduzir a mesma experiência feita por Rosenhan, usando a mesma justificativa e o mesmo “sintoma. Experiência essa que acabou se mostrando falha, pois o sistema de atendimento já havia mudado bastante, então em vez de ser internada, ela recebeu indicação de alguns remédios psicotrópicos, e uma melhor avaliação da sua atual condição.



Todo Esse Experimento acaba por se mostrar que a Psiquiatria, acaba por evoluir por vários meios e métodos, e aplicações. De modo que muitas vezes um tratamento que é utilizado com bastante certeza e um mal aproveitamento, pode acabar sendo deixado de lado por uma forma de tratamento que seja bem melhor aproveitado, e que possam surgir vários resultados positivos, sem a necessidade de internação ou de outros métodos que possam ser agressivos a pessoa.
Muito também se fala de parte dessas dúvidas virem sob responsabilidade do médico que faz o atendimento, ou que escolhe usar esse método. Esquecendo-se que as mentes não são iguais, e não podemos aplicar o mesmo tratamento da mesma maneira para todas as pessoas que se digam ter o mesmo sintoma. Cada caso, é algo bastante especifico, e deve ser lidado de uma maneira única e especifica; e por mais que você tenha toda uma base de procedimentos a seguir, não se pode esquecer que nem sempre vai funcionar 100% igual em todos os casos.