sábado, 7 de junho de 2014

Obediência à Autoridade



Nesse texto, lemos sobre um experimento realizado por Stanley Milgram.
Esse experimento foi realizado para testar até “onde” poderia ir a obediência de uma pessoa. Primeiramente Milgram realizou alguns testes na Universidade de Yale, e logo depois aplicou o mesmo experimento em escala maior fora da Universidade.
O experimento consistia em:  2 atores eram contratados (um para servir como o médico responsável e outro como participante), logo após isso Milgram colocou um anuncio procurando pessoas que estivessem interessadas em participar dessa experiência, e que cada uma delas receberia 4 dólares pela sua participação. Ao chegar ao “laboratório” montado, que foi posicionado em um local meio escuro, e com todos os materiais de certo modo grotescos, para dar uma sensação de realmente ser um experimento complicado; logo após o participante chegar ao laboratório era feito um “sorteio” onde seriam divididos a participação entre cada um no experimento. E o ator contratado, era escolhido para ficar preso a uma cadeira, com vários fios ligados nele, e é informado que ele deveria memorizar uma sequência de palavras, e a cada erro que ele tivesse ao memorizar as palavras ele recebia um choque, que inicialmente começava em 15v e iria até os 450v (voltagem marcada como letal). O outro participante era colocado em uma sala separada e por microfone ele dava a sequência de palavras para o que estava preso na cadeira e caso ele errasse, ele apertava o botão que dava o choque. O ator deveria se comportar como se realmente tivesse tomando cada choque, chegando em alguns momentos gritar para que os choques parassem, até em um momento em q ele não conseguiria ter mais nenhuma reação.
Das pessoas que passaram por esse experimento, a maioria delas foi até o nível considerado letal, apenas poucos desistiram de seguir com o experimento.


A autora do texto, anos depois conseguiu localizar 2 dos participantes. Joshua Chaffin, ex-militar e agora com 78 anos de idade, foi um dos que foi até os 150volts. Mas ele desistiu de ir até o final, não por realmente estar preocupado com a outra pessoa que estava recebendo os choques, em primeiro lugar a sua preocupação era com a descarga emocional que ele estava recebendo, e o possível mal que isso poderia estar fazendo ao coração dele; mas as implicações que esse experimento trouxeram para a vida de Joshua são enormes, para ele falar sobre o experimento ainda era como se fosse algo que tivesse acontecido ontem. 

O outro participante, que não quis declarar seu nome, usou como nome falso: Jacob Plumfield, ele ao contrário de Joshua foi até o final do experimento. Ele conta a autora que na época do experimento ele tinha 23 anos de idade, e estava em uma situação muito complicada emocionalmente. Ele estava envolvido em um caso homossexual, tinha ótimas notas, uma boa namorada, mas nada disso realmente o estava deixando feliz. Depois de algum tempo, ele acabou consumando a relação com o seu amigo, que acabou largando-o para se relacionar com uma garota. E tudo isso deixava ele bastante depressivo, ele estava morrendo de vergonha, e pressionado com toda a situação; então ele leu o anuncio e simplesmente foi lá e realizou o experimento. Mas esse experimento mudou completamente a sua vida. Ele conseguiu o peso de toda essa situação sobre ele, e resolveu mudar toda a sua vida.

Esse experimento sobre obediência, traz muito do reflexo que vemos em outros lugares da sociedade, na maneira dos contextos mais variados. Para mim, sempre penso no cunho religioso, onde você tem toda uma hierarquia e muitas vezes, uma obediência cega. Onde muitos apenas seguem um comando, sem nunca se questionar se aquilo está certo ou errado, e se realmente a pessoa que está te dando essas ordens é a real responsável sobre tudo o que vem a acontecer.
Muitas vezes agindo exatamente como o experimento veio a mostrar, simplesmente “apertando” um botão e ouvindo alguém dizer continue, continue e deixando de lado a própria identidade. E muitas vezes se sentindo intimidado ou envergonhado por ser diferente daquilo que lhe é imposto.

"Quantos milhões já não foram mortos em nome de um Deus sem rosto... Mortos apenas pela obediência a alguém que anteriormente, dizia ser um pregador da paz"

domingo, 1 de junho de 2014

O método de Instrução Personalizada na UnB




O texto tratava sobre uma aplicação de um modelo de estudos diferente do modelo normal, que é o método de Instrução personalizada, que é mais focada na Educação humanista, respeitando as características individuais de cada aluno.
Modelo esse que exigia uma maior interação entre os alunos, e de certo modo um melhor controle da matéria como um todo, mas diferente do ensino tradicional ele não permite nenhuma improvisação, tudo tem que ser seguido perfeitamente para que ele funcionasse perfeitamente.

Esse modelo de estudos, consistia em Dividir melhor as turmas, colocando-as sob a supervisão de um professor, mas realizando uma subdivisão das tarefas (com a alocação de monitores e instrutores).
Com isso deixando o ensino bem mais pessoal, pois nesse caso fica bem mais fácil a interação dos alunos com os seus monitores e instrutores, em vez de sempre ter que recorrer diretamente ao professor (o qual muitas vezes acaba por não conseguir dar a devida atenção para o aluno; além disso, é colocado de lado o quesito reprovação nas matérias, o aluno que não tiver conseguido a nota suficiente para ser aprovado no semestre, pode em vez de simplesmente reprovar, ser considerado como um aluno inapto, e com isso prosseguir na matéria de onde ele parou no próximo semestre.

O texto fala do teste que foi feito em algumas matérias das Exatas da Universidade de Brasília, no ano de 1970. Foram separadas várias turmas (3 disciplinas de física, 3 de matemática e 3 de física no ensino médio).

O método foi o mesmo para todas as disciplinas do ensino superior:

 - Material de estudo elaborado de forma clara e objetiva, e transmissão de conteúdo por vários meios disponíveis.
- Esse mesmo material de estudo, era separado em unidades de estudo, sendo que cada unidade dessa não deverá ultrapassar uma semana de estudos do aluno.
- Para cada unidade de estudo, o aluno deverá realizar uma bateria de testes, testes esses que devem ser feitos entre 30-60 minutos. (Teste o qual o aluno precisa responder corretamente TODAS as questões, e que mesmo que o aluno não consiga ter bom aproveitamento no teste, ele poderá pedir para fazer novamente o teste quantas vezes forem necessárias para a sua aprovação).
- No final do teste o aluno ainda poderá discutir e debater o resultado com o seu monitor, e caso o aluno não tenha conseguido acertar completamente o teste, ainda será dada uma chance dele responder essa questão na mesma hora, sem prejudicar o seu teste e sem a necessidade de realizar um teste extra.
- O módulo de cada classe é de 150 alunos, para cada classe devem ser associados 2 instrutores e 15 monitores; sendo os instrutores pessoas recém-formadas que normalmente estão fazendo pós graduação no departamento; e os monitores são alunos que fizeram o mesmo curso recentemente e, durante um mês, são treinados pelo professor.
- E para cada professor, poderá ser coordenada no máximo de 3 classes de uma disciplina (com no máximo 450 alunos).

Já no Ensino Médio, o professor dispensa os instrutores e monitores, pois as classes são bem menores, mas deverão ser inclusas no conteúdo as unidades de revisão (onde os alunos mais adiantados ensinarão os alunos mais atrasados)

A menção das unidades será dada dentro do seguinte critério:

Aprovado em todas as unidades – SS
Aprovado entre 14 e 17 unidades – MS
Aprovado em 13 unidades – MM
Aprovado entre 9 e 12 unidades – MI
Aprovado entre 6 e 8 unidades – II
Aprovado até 5 unidades – SR

Sendo que as menções de unidade terão um peso de 70% e o exame final 30% (exame final que não é obrigatório em todas as turmas).

Durante o uso desse método, foi percebida uma queda no número de reprovações, sendo que grande parte das reprovações e desistências vinham dos repetentes.
Por mais que esse experimento seja antigo, os problemas demonstrados por ele são extremamente atuais, as soluções que foram testadas serviriam muito bem nos dias atuais. Onde tudo é mais rápido e muitas vezes independente. E mesmo com todas as atualizações e tecnologias presentes, o método de ensino continua o mesmo de vários séculos atrás, não se adequando as novas possibilidades Tecnológicas, e muitas vezes forçando o aprendizado de um conhecimento apenas para uma possível aprovação e deixando de lado todo o possível uso que esse conteúdo poderia vir a ter se melhor aprendido e utilizado.

domingo, 18 de maio de 2014

Adição, Antecipação e Tolerância a drogas




O texto fala sobre controle, abstinência e fissura entre usuários de Droga. Sejam drogas Licitas ou Ilícitas.

Grande parte dos viciados tratados, que apresentam sintomas de abstinência ocorrem quando são colocados em situações ou no mesmo ambiente onde lhe era comum o uso das substâncias.

O condicionamento Pavloviano, é aquele condicionamento que é feito com base a um estimulo condicionado. Onde é aplicado algo sensorial a uma situação, que em situações futuras, acabará sempre te lembrando dessa sensação toda vez que acontecer essa mesma situação.




Já no uso das Drogas, o condicionamento funciona do mesmo modo. Sendo que o Estimulo Condicionado, acaba por deixar a tolerância de uso ainda mais alta. 

O usuário muitas vezes realiza o consumo de certa droga em um ambiente, e a tolerância se mantém alta. Mas ao realizar o consumo em outro ambiente, ou até mesmo através de outra maneira, a tolerância é bem mais baixa.

Algo que ocorre também durante a abstinência de uso. Se aproximar de situações ou do ambiente onde se era costume o uso, acaba-se por aumentar a fissura, e pela necessidade do corpo do uso (ao se associar as lembranças que foram feitas durante o consumo da droga).

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Conheço várias pessoas que já tiveram problemas com drogas Licitas e Ilícitas, muitos deles conseguiram se tratar, e hoje vivem bem com isso. Outros, ainda acabam por se manterem presos ao vício.

Lembro-me de um caso, onde um conhecido começou a usar cocaína, e logo em seguida um amigo próximo dele também começou a utilizar a Droga. Inicialmente, o seu uso se dava por pura diversão, como um adendo ao consumo de álcool, e uma forma de: “beber por mais tempo sem se embriagar.
Mas com o uso constante da substância, essa necessidade acabou mudando e se ampliando de modo muito rápido. Após quase 2 anos de uso quase contínuo (normalmente ele sempre usava nos finais de semana), e após 2 inícios de overdose, ele acabou por parar de utilizar.

Lembro-me que ele falou que queria ter algo para lembrar, algo que fosse constante e que lembrasse ele do motivo o qual ele tinha resolvido parar, como se fosse um “totem” que o lembrasse da realidade. Ele acabou escolhendo fazer uma tatuagem, pois ali ficaria pra sempre marcada a lembrança de algo que ele não queria mais em sua vida. Além disso, ele mudou o seu ambiente de vida, deixou alguns amigos de lado e mudou várias outras coisas na sua vida.

Por outro lado, o seu amigo não conseguiu abandonar o vício. Ele tentou algumas vezes, mas ele não conseguia mudar o ambiente e nem o convívio, então era como se ele sempre estivesse colocado na mesma situação de uso.

Na última vez que falei com esse conhecido, ele já estava limpo pelo período de 4 anos, enquanto o seu amigo estava indo para a clínica de reabilitação pela 3ª vez, sem êxito algum.