segunda-feira, 28 de abril de 2014

Transtorno Bipolar



No texto 5, é abordado um assunto bastante atual. Sobre o transtorno bipolar, que no texto é chamada de Psicose Maníano-Depressiva (PMD), modo o qual já não é chamado tem algum certo tempo.

O transtorno bipolar, é uma doença que é caracterizada pela elevação do humor (seja uma euforia grandiosa e depois um episódio depressivo. Sendo que essas mudanças bruscas de humor podem acabar acontecendo várias vezes durante o dia, e em outros casos as mudanças podem ocorrer em dias, semanas ou até meses.

No texto é descrito a vivência de uma enfermeira com uma paciente que possuía o Transtorno Bipolar, narrando desde o início do seu acompanhamento, até os problemas que a mesma enfrentou durante esse período. E principalmente sobre os efeitos que os estados da Paciente acabavam por refletir na Enfermeira. 

Durante o Episódio maníaco, aparecem 3 ou mais dos seguintes sintomas:

  • Auto-estima elevada: Sentimento de grandiosidade e intenso bem estar com si mesmo;
  • Necessidade de sono diminuída: Sente-se repousado depois de apenas 3 a 5 horas de sono;
  • Verborragia: Falar excessivamente e constantemente;
  •  Fuga de ideias: Experiência subjetiva de que os pensamentos estão muito acelerados, resultando em dificuldade de se expressar de forma linear e compreensível;
  •  Inquietude: Gerando aumento no número de atividades feitas tanto no trabalho, na escola, de atividades físicas e sociais;
  • Impulsividade: Falta de auto-controle, por exemplo comprando excessivamente, indiscrições sexuais ou investimentos mal planejados;
  • Impaciência e Irritabilidade.

Durante o Episódio Depressivo, aparecem normalmente 5 ou mais dos sintomas:


  • Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
  • Sensação de inutilidade;
  • Culpa excessiva;
  • Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • Fadiga: cansaço excessivo, falta de energia;
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Distúrbio psicomotor: Agitação ou lentidão cognitiva e motora;
  • Distúrbio alimentar: Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar.

    Meu Relato sobre a convivência com uma pessoa que possui o transtorno Bipolar:


Durante algum tempo, no ano de 2010 eu dividia apartamento com um amigo meu, e ele namorava uma garota que possuía esse transtorno (pois a própria mãe dela nos informou que ela utilizava alguns medicamentos, e possuía esse transtorno, mas que não era algo muito difícil de ser lidado.

Por muitas vezes recebíamos visitas inesperadas, pois pra ela era completamente normal aparecer as 3hrs da manhã gritando e abrindo portas. Por muitas vezes ela entrava no apartamento enfurecida, ela chegava tão enfurecida que gritava com o porteiro, e subia logo gritando e acordando todos os vizinhos. E já em outros casos, ela aparecia completamente feliz, achando que tudo estava certo e por isso ela poderia fazer uma festa para os vizinhos, ou comemorar qualquer coisa durante a madrugada; junto com isso sempre aparecia dela querer dar presentes a pessoas estranhas.

Esses casos sempre aconteciam, eram totalmente inesperados, as vezes não havia ninguém em casa, e de repente ao chegarmos ao apartamento ela se encontrava lá dentro dormindo, ou muito zangada (sem nenhum motivo aparente), e em outros casos ela estava completamente radiante, e chamava algumas amigas ou conhecidas e aparecia pra “fazer uma pequena festa”.

De certo modo não era muito complicado essa convivência, era muito de ignorar algumas coisas que ela fazia e sempre tratar tudo com uma certa normalidade. Pois falar que ela estava doente ou associar ela como “louca” era algo que desencadeava uma sequência de eventos, que sempre culminava em ela quebrar algo, ou surtar de vez. 

Durante o tempo que eles namoraram (aproximadamente uns 8/9 meses), isso acabou por se tornar uma rotina, ao ponto que era sempre uma surpresa o que poderia acabar acontecendo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cartas a Descartes



Nesse texto, são mostradas algumas das cartas trocadas entre a Princesa Elizabeth e o filósofo Descartes, sobre a sua concepção dual das ações entre corpo e alma. Descartes tenta de forma muito empenhada explicar sua teoria, mas a princesa acaba por não compreender e ainda acaba por colocar o filósofo em contradição com o que ela própria pensa.

Uma das maiores dificuldades é a de separar o modo “Aristotélico” de se ver e fazer ciência, e elaborar uma forma mais objetiva as conclusões; o modo de fazer ciência era baseado em explicar um fato, e após isso ir trabalhando nas perguntas (trabalho esse feito trabalhando outras perguntas).
Descartes acaba por não conseguir definir bem onde começa a alma e termina o corpo, mas isso acaba por não ser a raiz da discussão; o filósofo está na realidade interessado em mostrar que a alma pode definir o espírito do corpo a fazer ações voluntárias, adotando uma concepção “mecânica” do corpo.

Mas mesmo a Princesa padecendo de tristeza e assumindo ser Descartes como seu “médico da alma”, e com os sinais claros da melancolia (ela relata sobre seu cotidiano nobre), e mesmo com os remédios não conseguindo diminuir a sua febre, a princesa ainda não consegue assimilar como, isso pode ser possível. O que acaba por não ser culpa da sua “não compreensão”.

Descartes estava discutindo a uma “nova ciência”, e a sua pergunta até hoje não foi respondida. Talvez acabamos por errar ao tentar explicar termos que ainda são muito complicados.
Descartes acredita que está na alma a cura de várias doenças. Dado o que acaba por acontecer com o corpo vindo de traumas, decepções ou outras situações que afligem o psicológico do ser.
Será que acreditar e trabalhar o poder da consciência sobre o corpo, e educar o corpo de forma que a mente acaba por ser talvez o maior limite?

Uso uma das ideias que os praticantes da musculação trabalham muito, que é que o seu maior inimigo acaba por ser a sua mente, onde ela acaba por talvez delimitar a sua força e a sua coragem de ir mais longe. E que mesmo até a dor ou a fraqueza pode ser superada se você conseguir focar a sua mente nesse objetivo.

O Lama no Laboratório



A Ciência Morderna, sempre se concentrou em formular geniais compostos químicos para nos ajudar a superar as emoções tóxicas, algo bem diferente do caminho seguido pelo budismo (caminho esse, bastante trabalhoso). Com base nesse caminho do budismo, que o pesquisador Richard Davidson, um dos cientistas participantes dos diálogos de Dharamsala, que Lama Oser fora ao E. M. Keck Laboratory for Functional Brain Imaging and Behavior, no campus de Madison da Universidade de Wisconsin. 

Foi a convite de Richard Davidson, um dos cientistas participantes dos diálogos do Dharamsala, que Lama Oser (que nasceu na Europa e se converteu ao budismo e após isso passou mais de 30 anos recebendo a educação de um monge tibetano no Himalaia, sendo que boa parte desse tempo também foi passado ao lado de um dos maiores mestres espirituais do Tibete) e acabou por ser convidado a participar de estudos neurocientíficos, que analisam a interação do cérebro com as emoções.

Lama Oser faria um trabalharia uma variação de seu estado mental cotidiano, em repouso, passando por uma sequência de diversos estágios meditativos específico com estratégias baseadas em concentração, cognição e emotividade sob a análise do aparelho MRI (ressonância magnética por imagem em vídeo- aparelho pelo qual daria a Davidson um conjunto de imagens cristalinas do cérebro do usuário, em fatias de um milímetro, imagens a qual poderiam ser analisadas para rastrear com precisão o que acontece durante cada ato mental). Logo depois, passou pela próxima bateria de exames, dessa vez no EGG (medidor de ondas cerebrais), sendo que normalmente nesse aparelho são utilizados 32 sensores no couro cabeludo; mas como era necessária uma análise melhor, foram usados 2 aparelhos de EEG, o primeiro com 128 sensores e o segundo com 256 sensores. O primeiro iria captar dados valiosos, enquanto ele mais uma vez estivesse nos estados meditativos. O segundo, com 256 sensores, seria usado em sinergia com os dados anteriores da MRI.

Na primeira análise geral dos resultados obtidos a partir do MRI havia fortes indícios de que Lama Oser consegue coordenar voluntariamente as atividades cerebrais apenas por meios de processos mentais. Em contrapartida, a maioria dos pacientes que já realizaram os mesmos exames é incapaz de se concentrar exclusivamente em uma única tarefa. No EGG, os resultados mostraram que sob a meditação da compaixão Lama Oser conseguia uma alta frequência de atividade elétrica no giro mediano frontal esquerdo, responsável pelas emoções positivas como felicidade, entusiasmo, alegria, alta energia e estados de alerta.

No teste de reconhecimento da expressão facial das emoções, foi onde tivemos um dos resultados mais interessante; esse teste consiste em: uma fita de vídeo na qual uma série de rostos mostra diversas expressões bem rapidamente. O desafio é identificar sinais faciais, a pessoa tem de escolher quais dentre seis emoções acabou de ver. Tanto Lama Oser quanto outro experiente meditador ocidental que examinara foram dois desvios-padrão acima da normal no reconhecimento desses rapidíssimos sinais faciais de emoções (embora os dois tenham diferido nas emoções que perceberam melhor). Lama Oser tinha uma melhor percepção para os sinais fugazes de medo, desdém e raiva. O outro  meditador - um ocidental que, assim como Lama Oser, passara entre dois e três anos em retiros solitários na tradição tibetana, percebeu melhor outras emoções felicidade, tristeza, aversão e, assim como Lama Oser, raiva.

Lama Oser também foi submetido ao teste do reflexo do susto, um texte do reflexo instintivo, que por muitos anos foi-se considerado como alguém não controlado, que acontece apenas por instinto, mas nesse teste quando Lama Oser tenta reprimir o susto, ele quase desaparece; algo diferente do que encontrado em todas as pessoas que já haviam sido testadas antes. Era incrível que o monge conseguisse reprimir quase totalmente esse reflexo enquanto meditava concentrando-se em apenas um ponto.
Embora os dados de Oser no exame do susto fossem neurologicamente notáveis, as implicações de seu desempenho na próximo teste também foram importantes, mas dessa vez não apenas para a  fisiologia, mas para as relações sociais. 
Nesse próximo experimento, Lama Oser participaria de 2 discussões, debatendo temas acerca dos quais ele e a pessoa com quem conversaria discordassem. Durante a conversa, sua fisiologia seria avaliada para cálculo das repercussões da discordância. A fisiologia de Lama Oser se mantinha a mesma, independente de quem fosse o interlocutor, Lama Oser sorria mais; e em um dos debates que foi realizado com uma pessoa de “gênio difícil”, debater com Lama Oser acabou acalmando-o, em vez de deixa-lo mais tenso com o confronto de ideias.


Essa pesquisa acaba por levar a caminhos diferentes dos utilizados pela Ciência Moderna, que acaba por deixar de lado as sensações positivas e concentrando-se apenas naquelas negativas (responsáveis pela depressão e ansiedade). Será que apenas Lama Oser pode realizar esses feitos? Ou é possível chegar ao mesmo estado mental através de um treinamento?