A Ciência
Morderna, sempre se concentrou em formular geniais compostos químicos para nos
ajudar a superar as emoções tóxicas, algo bem diferente do caminho seguido pelo
budismo (caminho esse, bastante trabalhoso). Com base nesse caminho do budismo,
que o pesquisador Richard Davidson, um dos cientistas participantes dos
diálogos de Dharamsala, que Lama Oser fora ao E. M. Keck Laboratory for
Functional Brain Imaging and Behavior, no campus de Madison da Universidade de
Wisconsin.
Foi a
convite de Richard Davidson, um dos cientistas participantes dos diálogos do
Dharamsala, que Lama Oser (que nasceu na Europa e se converteu ao budismo e
após isso passou mais de 30 anos recebendo a educação de um monge tibetano no
Himalaia, sendo que boa parte desse tempo também foi passado ao lado de um dos
maiores mestres espirituais do Tibete) e acabou por ser convidado a participar
de estudos neurocientíficos, que analisam a interação do cérebro com as
emoções.
Lama Oser faria um trabalharia uma variação de seu estado mental cotidiano, em repouso, passando por uma sequência de diversos estágios meditativos específico com estratégias baseadas em concentração, cognição e emotividade sob a análise do aparelho MRI (ressonância magnética por imagem em vídeo- aparelho pelo qual daria a Davidson um conjunto de imagens cristalinas do cérebro do usuário, em fatias de um milímetro, imagens a qual poderiam ser analisadas para rastrear com precisão o que acontece durante cada ato mental). Logo depois, passou pela próxima bateria de exames, dessa vez no EGG (medidor de ondas cerebrais), sendo que normalmente nesse aparelho são utilizados 32 sensores no couro cabeludo; mas como era necessária uma análise melhor, foram usados 2 aparelhos de EEG, o primeiro com 128 sensores e o segundo com 256 sensores. O primeiro iria captar dados valiosos, enquanto ele mais uma vez estivesse nos estados meditativos. O segundo, com 256 sensores, seria usado em sinergia com os dados anteriores da MRI.
Na primeira
análise geral dos resultados obtidos a partir do MRI havia fortes indícios de
que Lama Oser consegue coordenar voluntariamente as atividades cerebrais apenas
por meios de processos mentais. Em contrapartida, a maioria dos pacientes que já
realizaram os mesmos exames é incapaz de se concentrar exclusivamente em uma
única tarefa. No EGG, os resultados mostraram que sob a meditação da compaixão Lama
Oser conseguia uma alta frequência de atividade elétrica no giro mediano
frontal esquerdo, responsável pelas emoções positivas como felicidade,
entusiasmo, alegria, alta energia e estados de alerta.
No teste de
reconhecimento da expressão facial das emoções, foi onde tivemos um dos
resultados mais interessante; esse teste consiste em: uma fita de vídeo na qual
uma série de rostos mostra diversas expressões bem rapidamente. O desafio é
identificar sinais faciais, a pessoa tem de escolher quais dentre seis emoções
acabou de ver. Tanto Lama Oser quanto outro experiente meditador ocidental que
examinara foram dois desvios-padrão acima da normal no reconhecimento desses
rapidíssimos sinais faciais de emoções (embora os dois tenham diferido nas emoções
que perceberam melhor). Lama Oser tinha uma melhor percepção para os sinais
fugazes de medo, desdém e raiva. O outro meditador - um ocidental que, assim como Lama
Oser, passara entre dois e três anos em retiros solitários na tradição
tibetana, percebeu melhor outras emoções felicidade, tristeza, aversão e, assim
como Lama Oser, raiva.
Lama Oser também foi submetido ao teste do reflexo do susto, um texte do reflexo instintivo, que por muitos anos foi-se considerado como alguém não controlado, que acontece apenas por instinto, mas nesse teste quando Lama Oser tenta reprimir o susto, ele quase desaparece; algo diferente do que encontrado em todas as pessoas que já haviam sido testadas antes. Era incrível que o monge conseguisse reprimir quase totalmente esse reflexo enquanto meditava concentrando-se em apenas um ponto.
Embora os
dados de Oser no exame do susto fossem neurologicamente notáveis, as
implicações de seu desempenho na próximo teste também foram importantes, mas
dessa vez não apenas para a fisiologia,
mas para as relações sociais.
Nesse próximo experimento, Lama Oser participaria
de 2 discussões, debatendo temas acerca dos quais ele e a pessoa com quem
conversaria discordassem. Durante a conversa, sua fisiologia seria avaliada
para cálculo das repercussões da discordância. A fisiologia de Lama Oser se
mantinha a mesma, independente de quem fosse o interlocutor, Lama Oser sorria
mais; e em um dos debates que foi realizado com uma pessoa de “gênio difícil”,
debater com Lama Oser acabou acalmando-o, em vez de deixa-lo mais tenso com o
confronto de ideias.
Essa
pesquisa acaba por levar a caminhos diferentes dos utilizados pela Ciência
Moderna, que acaba por deixar de lado as sensações positivas e concentrando-se
apenas naquelas negativas (responsáveis pela depressão e ansiedade). Será que
apenas Lama Oser pode realizar esses feitos? Ou é possível chegar ao mesmo
estado mental através de um treinamento?
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